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KPK afirma que 8 pontos propensos à corrupção aparecem no programa MBG

Harianjogja.com, JACARTA—O aumento do orçamento do programa de Refeições Nutritivas Gratuitas (MBG) para 171 biliões de IDR em 2026 levanta novas preocupações. Considera-se que a grande escala dos fundos não foi equilibrada por uma governação e supervisão fortes, abrindo assim o risco de corrupção.

Esta conclusão apareceu no relatório da Comissão de Erradicação da Corrupção (KPK), que identificou oito vulnerabilidades potenciais na implementação do programa, bem como forneceu uma série de recomendações para melhorias.

Grande aumento dos riscos orçamentários

Num relatório da Direcção de Monitorização do Comité de Erradicação da Corrupção, o orçamento do MBG aumentou significativamente de 71 biliões de IDR em 2025 para 171 biliões de IDR em 2026.

A Comissão de Erradicação da Corrupção avalia que a dimensão do programa não foi acompanhada por um quadro regulamentar, um sistema de governação e de monitorização adequados. Esta condição tem o potencial de causar problemas de responsabilização, conflitos de interesses e até ineficiência.

Oito pontos propensos à corrupção

Para facilitar a compreensão destas conclusões, aqui estão oito fontes potenciais de corrupção no programa MBG:

  1. Os regulamentos são inadequados
    Os acordos de implementação ainda não são considerados sólidos, especialmente na coordenação entre ministérios, instituições e governos regionais.
  2. A arriscada cadeia burocrática é longa
    O mecanismo de ajuda tem o potencial de dar origem a práticas de procura de renda e reduzir a parte do orçamento destinada à alimentação.
  3. Abordagem muito centralizada
    Considera-se que o papel dominante da Agência Nacional de Nutrição enfraquece a supervisão por parte dos governos locais.
  4. Potencial conflito de interesses
    A determinação de parceiros de cozinha ou Unidades de Serviços de Atendimento Nutricional (SPPG) corre o risco de não ser transparente devido à autoridade centralizada.
  5. A transparência e a responsabilização são fracas
    O processo de verificação de parceiros, a determinação da localização das cozinhas e os relatórios financeiros não são considerados ideais.
  6. Os padrões da cozinha não foram atendidos
    Foi relatado que algumas cozinhas não atendiam às normas técnicas, podendo até desencadear casos de intoxicação alimentar.
  7. A supervisão da segurança alimentar é mínima
    O envolvimento do serviço de saúde e da Agência de Monitorização de Alimentos e Medicamentos (BPOM) é considerado insuficiente.
  8. Os indicadores de sucesso ainda não estão claros
    O programa ainda não possui medidas de desempenho mensuráveis ​​e não há dados iniciais (linha de base) para avaliação.

Recomendações de Melhoria da Comissão de Erradicação da Corrupção

Em resposta a estas conclusões, a Comissão de Erradicação da Corrupção apresentou sete recomendações para melhorar a implementação do programa.

Uma delas é incentivar a preparação de regulamentos mais abrangentes, pelo menos ao nível de um Regulamento Presidencial, para regular o planeamento e a supervisão.

O Comité de Erradicação da Corrupção (KPK) também solicitou uma revisão do mecanismo de assistência para não dar origem a práticas de procura de renda e para manter a qualidade do serviço.

Além disso, considera-se importante reforçar o papel dos governos locais para que a supervisão não seja centralizada. Os padrões operacionais e os processos de selecção de parceiros também precisam de ser clarificados para serem mais transparentes.

A monitorização da segurança alimentar é encorajada a envolver activamente o serviço de saúde e o BPOM, acompanhado por um sistema padrão de relatórios financeiros.

Por outro lado, a Comissão de Erradicação da Corrupção enfatiza a importância de estabelecer indicadores claros do sucesso do programa, incluindo medições iniciais como base para uma avaliação a longo prazo.

O programa MBG, que foi concebido para melhorar a nutrição comunitária, enfrenta agora sérios desafios na governação. Sem melhorias abrangentes, a dimensão do orçamento corre o risco de não ter um impacto ideal sobre os beneficiários.

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Fonte: Entre

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