O IPO Connect é apresentado como o próximo passo de Hong Kong para impulsionar o papel de centro financeiro. Mas os obstáculos aparecem

Hong Kong está a aproveitar todas as oportunidades para consolidar o seu papel como centro financeiro global, alavancando vantagens únicas e estratégias nacionais. Este artigo, o segundo de uma minissérie centrada na indústria financeira da cidade antes do aniversário da transferência, explora a probabilidade de um “IPO Connect” que poderia injetar a tão necessária liquidez no mercado e aprofundar o acesso dos investidores internacionais aos ativos de primeira linha da China.
Todos os verões no Fórum de Lujiazui, com a participação dos principais responsáveis reguladores financeiros da China, os anúncios de política são observados de perto pelos bancos de Wall Street, ansiosos por uma penetração mais profunda no mercado chinês.
Na edição da semana passada, Hong Kong obteve aprovação para lançar os tão aguardados futuros de títulos do Tesouro em yuan em agosto, enquanto Xangai colheu uma ampla gama de benefícios, incluindo vendas de títulos offshore e negociação de divisas na sua zona piloto de comércio livre.
Os investidores globais, no entanto, querem mais abertura no âmbito de uma colaboração mais estreita entre as duas cidades. Uma delas – uma década depois de o marco histórico do Stock Connect ter permitido que investidores estrangeiros comprassem ações da China continental através de Hong Kong e vice-versa – é expandir o programa Connect para ofertas públicas iniciais (IPOs).
Um “IPO Connect” seria um “bom passo para uma maior integração do complexo de Hong Kong e Xangai”, disse Gokul Laroia, CEO da Ásia e codiretor de ações globais do Morgan Stanley, num painel do Fórum de Lujiazui em 17 de junho.



