Objetivo de reabilitação da prisão feminina japonesa enfrenta barreiras de saúde e de idioma

Sentada em uma cadeira de rodas, uma senhora idosa se curva silenciosamente enquanto seus dedos enrugados se movem com uma velocidade surpreendente para dobrar pedaços de papel colorido de origami em formas complexas.
Ao lado dela, outra mulher faz o mesmo, ambas juntando as peças acabadas em uma pilha sobre a mesa sem olhar para cima ou trocar uma palavra.
Dentro da prisão de Tochigi, onde é proibido falar durante o trabalho, mulheres idosas dobrando papel e costurando em silêncio refletem um teste mais amplo do sistema penal japonês: como cuidar de prisioneiros idosos, indispostos e estrangeiros, ao mesmo tempo em que mudam seu foco da punição para a reabilitação.
Os presos normalmente trabalham das 7h40 às 16h30, cinco dias por semana, com intervalo de 30 minutos para almoço e um breve interlúdio no meio da manhã e novamente à tarde. Eles são pagos pelo seu trabalho e podem usar o valor que recebem para comprar itens na prisão ou receber o total devido após serem libertados.
Um terço deles são estrangeiros, com as mulheres tailandesas representando 17 por cento do contingente estrangeiro e os cidadãos chineses cerca de 10 por cento. Mulheres de 33 países estão detidas na prisão, a maioria das quais cumpre pena por tentativa de contrabando de narcóticos para o Japão.



