Opinião | Estreito de Malaca pode ser o próximo ponto crítico se a Ásia não tomar cuidado

Ainda não se sabe se a diplomacia poderá impedir uma ruptura económica mais ampla. Mas uma lição já está clara: o Estreito de Ormuz já não é apenas um problema de segurança regional. É um alerta sobre todos os pontos de estrangulamento estratégico dos quais depende a economia global. A segurança marítima é um poder forte em tempo real, e os estreitos estratégicos tornaram-se pontos de pressão onde a geografia, o comércio e o poder colidem. Nada ilustra isto mais claramente do que o Estreito de Ormuz.
A Agência Internacional de Energia (AIE) estima que cerca de 20 milhões de barris por dia de petróleo bruto e produtos petrolíferos passaram por Ormuz em 2025, cerca de um quarto do comércio marítimo mundial de petróleo, com cerca de 80 por cento desses fluxos destinados à Ásia. O Catar e os Emirados Árabes Unidos dependem da rota para as exportações de gás natural liquefeito, que juntos representam quase um quinto do comércio global de GNL.
A disrupção de Hormuz mostrou quão rapidamente um ponto de estrangulamento pode tornar-se um evento macroeconómico. A oferta mundial de petróleo caiu 10,1 milhões de barris por dia em Março, a maior perturbação da história, uma vez que os preços do petróleo registaram o maior ganho mensal de sempre e o crude North Sea Dated foi negociado em torno de 130 dólares por barril, cerca de 60 dólares acima dos níveis anteriores ao conflito.



