Ordem dos Advogados propõe abordagem ‘dupla’ para criminalizar fraude em licitações

A Ordem dos Advogados de Hong Kong propôs criminalizar a fraude em licitações, introduzindo uma abordagem de “via dupla” ao Regulamento da Concorrência, descrevendo-a como uma solução rápida para aumentar a dissuasão e encorajar mais denunciantes a expor a má prática da indústria após o incêndio mais mortal da cidade em décadas.
No atual regime civil instituído em 2015, a portaria apenas pune com multas os indivíduos envolvidos em atos anticoncorrenciais graves, como fraudes em licitações.
Mas a nova proposta apela à criação de uma “via criminal” separada para combater tais actos e sugere uma pena máxima de sete anos de prisão, disse o presidente da associação, José-Antonio Maurellet, ao South China Morning Post.
Um grupo de trabalho da associação reviu a legislação local e estudou práticas noutras jurisdições, na sequência do incêndio de Tai Po, em Novembro passado, que ceifou 168 vidas e deslocou cerca de 5.000 residentes.
Em 2008, um documento de consulta governamental sobre as leis da concorrência descreveu a proposta do decreto existente como um novo passo para Hong Kong, com as autoridades a decidirem impor apenas sanções civis em vez de sanções penais.
Maurellet disse que a introdução de uma via criminal para processar “pessoas envolvidas na violação das regras de concorrência” ao abrigo do decreto funcionaria juntamente com a “via civil” para aumentar a dissuasão.




