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Polícia do Quênia dispara gás lacrimogêneo e prende ex-chefe de justiça em protesto no parque nacional

A polícia de choque disparou gás lacrimogêneo para dispersar vários manifestantes que se manifestavam na segunda-feira contra os planos de construção de parte de um parque nacional na capital do Quênia.

Os policiais entraram e prenderam pelo menos nove pessoas, incluindo o ex-presidente do Supremo Tribunal David Maraga, do lado de fora da entrada principal do Parque Nacional de Nairobi, disseram repórteres da Reuters.

Os manifestantes – que agitaram cartazes marcados com “A natureza não é terreno baldio” e outros slogans – dizem que os ‌planos, incluindo uma área de estacionamento para mais de 1.000 veículos, ‌invadirão ‌uma das áreas protegidas mais famosas do Quénia.

Maraga foi detido e posteriormente libertado enquanto organizava um protesto numa estrada principal fora do portão principal do parque nacional. Ele vestia uma camiseta verde semelhante às usadas por outros ativistas.

A polícia ainda não comentou o motivo de sua prisão.

Maraga escreveu nas redes sociais que foi preso quando se dirigia para apresentar uma petição ao Serviço de Vida Selvagem do Quénia.

“O nosso património nacional e o nosso ambiente devem ser salvaguardados da ganância e da destruição desnecessária sem a participação pública”, disse ele.

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