Shein enfrenta saída da loja de departamentos de Paris após reação negativa

Uma loja de departamentos no centro de Paris anunciou na terça-feira o fim de sua cooperação com a gigante chinesa da moda ultrarrápida Shein, que, segundo a mídia francesa, poderá ver a primeira loja física da plataforma de comércio eletrônico fechada neste Natal.
A La Societe des Grands Magasins (SGM), proprietária do histórico BHV Marais, que fica em frente à Câmara Municipal de Paris, a poucas centenas de metros da catedral de Notre-Dame, vendeu a loja a um grupo de executivos, liderados por Karl-Stephane Cottendin, o CEO cessante do grupo, de acordo com um comunicado da empresa. A Agence France-Presse informou que a SGM vendeu a loja com prejuízo.
Cottendin, que defendeu publicamente a decisão de abrir uma loja Shein no BHV Marais em novembro passado, admitiu sete meses depois que a decisão foi um “erro estratégico” e disse que Shein “idealmente” deixaria a loja até o Natal, informou a AFP.
A loja de departamentos ficou praticamente deserta durante o primeiro semestre deste ano, já que muitas marcas optaram por rescindir seu contrato com a BHV em protesto contra a decisão de permitir que Shein abrisse uma loja.
Em maio, enquanto os vídeos dos pisos vazios se espalhavam nas redes sociais, o presidente da SGM, Frederic Merlin, atribuiu o espaço deserto numa publicação no Instagram aos trabalhos de renovação em curso.
Shein não respondeu imediatamente a um pedido de comentário do South China Morning Post.



