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Terremotos na Venezuela matam quase 1.500 pessoas e outros milhões precisam de ajuda

O número de mortos no desastre duplo do terremoto na Venezuela chegou a 1.430 no sábado, e temia-se que outros milhões não tivessem saneamento e outras necessidades básicas, à medida que os primeiros voos de ajuda dos EUA chegavam a Caracas.

Enfrentando a indignação pública com a resposta das autoridades locais, a líder venezuelana interina apoiada pelos EUA, Delcy Rodriguez, disse que o país “não estava sozinho”.

Os EUA disseram que uma pista do Aeroporto Internacional Simon Bolívar estava funcionando e que aviões militares C-17 dos EUA estavam pousando lá, enquanto um navio da marinha havia chegado ao largo da costa.

A agência humanitária da ONU, OCHA, disse que equipas de busca e salvamento de pelo menos 17 países estavam a ser mobilizadas para ajudar a encontrar sobreviventes.

Mas a busca por sobreviventes resultou em tentativas desesperadas por parte dos moradores locais de retirar os escombros dos prédios de apartamentos que desabaram nos terremotos duplos de quarta-feira. Especialistas dizem que as primeiras 72 horas após os desastres naturais são a janela estreita e chave para encontrar os vivos.

Equipes de resgate retiram Moises Calzadilla, 11, dos escombros em La Guaira, Venezuela, no sábado. Foto: AP

Houve alegria na área costeira mais atingida de La Guaira, ao norte de Caracas, quando moradores locais retiraram uma criança viva dos destroços na sexta-feira, cerca de 32 horas após os tremores de magnitude 7,2 e 7,5.

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