UE e Rússia entram em conflito enquanto armênios vão às urnas, Putin se irrita

Os arménios votam no domingo nas eleições parlamentares, enquanto o governo em exercício, sob crescente pressão russa, procura afrouxar os laços com Moscovo e aprofundar a cooperação com o Ocidente.
O Primeiro-Ministro Nikol Pashinyan e o seu partido no poder, o Contrato Civil, procuram um mandato forte para um novo rumo geopolítico. A oposição que enfrentam inclui alguns partidos que são abertamente pró-Rússia.
Ao votar no domingo, Pashinyan disse que a Arménia continuará a fortalecer a sua independência, Estado, democracia e Estado de direito. “A União Europeia é o nosso principal parceiro na implementação das reformas democráticas e continuaremos nesse caminho”, afirmou.
No entanto, ele também sublinhou que não houve tensões entre a Arménia e Moscovo, dizendo que “as nossas relações com a Rússia são institucionais e baseadas no respeito mútuo”, informou a agência de notícias estatal da Arménia.
As autoridades russas atacaram as exportações arménias com uma série de restrições nas últimas semanas, enquanto funcionários de alto escalão, incluindo o presidente Vladimir Putin, fizeram ameaças veladas comparando o caminho da Arménia com o já seguido pela Ucrânia.
Entretanto, investigadores arménios afirmaram ter emitido seis mandados de detenção para membros do partido da oposição Arménia Forte um dia antes da votação, acusando-os de comprar votos. O Comité Eleitoral Central do país confirmou no sábado que o partido poderia concorrer depois de um membro de outro partido da oposição, a República, ter apelado para que a Arménia Forte fosse barrada devido a alegações de corrupção.



