O “retorno à Europa: revolução pacífica” da Hungria abraça um novo caminho longe da Rússia e da autocracia

Enquanto Péter Magyar se prepara para se tornar o novo primeiro-ministro da Hungria, com uma surpreendente maioria absoluta, o editor europeu sénior da FRANCE 24, Armen Georgian, tem o prazer de dar as boas-vindas a Tamás Harangozó, jurista, político e vice-líder húngaro dos Socialistas MSZP no parlamento. Segundo Harangozó, estas eleições são nada menos que um despertar cívico colectivo: um momento em que os cidadãos, através de linhas ideológicas, deram prioridade à saúde democrática do país em detrimento das divisões partidárias tradicionais. Embora o partido político de Harangozó nem sequer estivesse na disputa, ele saudou a restauração do lugar da Hungria na comunidade democrática ocidental e a possibilidade de uma futura reconfiguração ideológica dentro de um campo político normalizado. A decisão do seu partido de se retirar das eleições gerais não foi apenas táctica, mas reflectiu um imperativo ético mais amplo para permitir uma mudança sistémica. Para o vice-líder, o que estamos a assistir não é o triunfo de um campo político, mas a reafirmação de uma direção política: a Europa acima do isolamento e do pluralismo democrático que rejeita o poder autocrático.
Palavras-chave para este artigo




