ONU ‘preocupada’ com a lei talibã que inclui cláusula de casamento infantil

As Nações Unidas expressaram “grave preocupação” na quinta-feira sobre uma nova lei emitida pelo governo Talibã do Afeganistão sobre a separação no casamento, que inclui disposições sobre o casamento infantil, dizendo que o código consolida ainda mais a discriminação contra mulheres e meninas.
O governo rejeitou as acusações, dizendo que o decreto segue a lei islâmica e insistindo que o país já proibiu o casamento forçado de raparigas.
O Ministério da Justiça do Afeganistão publicou o Decreto n.º 18 “sobre a separação judicial dos cônjuges” na semana passada, que estabelece regras para a separação de um casal.
Entre as suas disposições mais controversas, diz que o silêncio de uma menina que atinge a puberdade pode ser interpretado como consentimento ao casamento.
Inclui também uma secção sobre a separação de raparigas que atingem a puberdade e são casadas, o que “implica que o casamento infantil é permitido”, afirmou a Missão de Assistência das Nações Unidas no Afeganistão (UNAMA) num comunicado.
“Isso mina o princípio do consentimento livre e pleno e não protege os melhores interesses da criança”, afirmou.



