A China está a substituir o petróleo do Médio Oriente pelo carvão de Xinjiang. O que isso significa para o mundo?

Estamos no final de abril e o norte de Xinjiang já está assolado por um calor escaldante. As salinas estendem-se até ao horizonte, áridas e sem vida, até que a monotonia se quebra em Wucaiwan – uma cidade em expansão na província autónoma de Changji Hui que cresceu rapidamente graças ao desenvolvimento energético.
Esta floresta industrial de chaminés imponentes e oleodutos intrincados constitui o coração da Zona Nacional de Desenvolvimento Económico e Tecnológico de Zhundong, que fica no topo de reservas de carvão estimadas em 390 mil milhões de toneladas – eclipsando as riquezas petrolíferas do Golfo Pérsico em termos de peso.
A zona é também uma das quatro principais bases da China para a produção química de carvão moderna e em grande escala.
Durante a maior parte do século passado, o petróleo – quase 60 por cento do qual está concentrado no Golfo Pérsico – tem sido a espinha dorsal indiscutível do desenvolvimento industrial e económico global, particularmente nos sectores dos transportes e petroquímico.



