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Tiger Brokers da China relata resultados fortes, sem menção à repressão comercial

A Tiger Brokers relatou um salto anual de 17,5% no lucro operacional do primeiro trimestre em um anúncio na terça-feira, sem qualquer menção à punição iminente do regulador de valores mobiliários da China por suposta serviços de comércio transfronteiriço não licenciados.

A Tiger Brokers disse que seu lucro operacional aumentou para US$ 47,6 milhões nos três meses encerrados em 31 de março, enquanto a receita subiu 26,3% em relação ao ano anterior, para US$ 154,9 milhões.

O crescimento foi impulsionado por um aumento de 536% na atividade comercial de Hong Kong, um recorde de HK$543,7 mil milhões (US$694 milhões) em volumes de subscrição de ofertas públicas iniciais e fortes entradas líquidas de Singapura.

O desempenho robusto ocorreu apesar da volatilidade geopolítica, das expectativas de taxas de juros mais altas e das preocupações com a estagflação que pesa sobre o sentimento do mercado e a atividade comercial, disse Wu Tianhua, fundador e CEO da Tiger Brokers, em comunicado.

“O mercado de Hong Kong continuou a sua trajetória sólida, com os ativos dos clientes apresentando um crescimento de dois dígitos trimestre após trimestre, sublinhando a resiliência e a dinâmica de crescimento sustentado dos nossos principais negócios regionais”, acrescentou.

A Comissão Reguladora de Valores Mobiliários da China decidiu, em 22 de maio, penalizar a Tiger Brokers, a Futu Securities International e a Longbridge Securities por oferecerem aos investidores da China continental acesso a ações estrangeiras sem licenças.

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