A Europa está a preparar-se para uma luta comercial com a China. Mas isso mudará alguma coisa?

À medida que as tensões comerciais entre Pequim e Bruxelas continuam a aumentar, as empresas chinesas na União Europeia foram forçadas a caminhar numa corda bamba delicada: expandir a sua presença no mercado lucrativo enquanto enfrentam obstáculos regulamentares cada vez maiores e rápidas mudanças geopolíticas. Na segunda parte desta série de três partes, analisamos se a China e a UE estão a caminhar para um conflito comercial total.
Na semana passada, Pequim reuniu mais de uma dúzia de empresas chinesas em Berlim para um fórum com um único objectivo: mostrar o apetite da China pelas exportações alemãs.
Políticos e executivos de ambos os países aglomeraram-se numa sala de reuniões na sede da Câmara de Comércio e Indústria Alemã, onde o vice-ministro do Comércio da China, Ling Ji, apresentou a promessa do vasto mercado da China.
O evento – intitulado “Grande Mercado para Todos, Exportar para a China” – faz parte de uma campanha que a China lançou no ano passado para promover as importações dos seus principais parceiros comerciais e, nas suas palavras, “salvaguardar o sistema multilateral de comércio livre”.
Na realidade, o esforço é provavelmente também uma resposta a uma questão mais ampla: o crescente excedente comercial da China, que está a desencadear uma angústia crescente em países de toda a União Europeia – e pode até empurrar os dois lados para um conflito comercial total.



