América Latina e Europa são espectadoras na corrida entre EUA e China pela IA, diz principal assessor de Lula

A corrida pela inteligência artificial se transformou em uma disputa de duas potências entre os Estados Unidos e a China, disputada por terras raras, dados e regras que regem a tecnologia, com a América Latina e a Europa marginalizadas, disse o principal assessor de política externa do Brasil na terça-feira.
Celso Amorim, ex-ministro das Relações Exteriores e da Defesa, defendeu o caso na Conferência de Segurança Internacional do Forte de Copacabana, no Rio de Janeiro, um fórum anual organizado pelo Centro Brasileiro de Relações Internacionais com a Fundação Konrad Adenauer e a delegação da União Europeia no Brasil.
“Devemos reconhecer que nem a América Latina nem a Europa lideram a corrida da inteligência artificial. O que vemos hoje são dois pólos, os Estados Unidos e a China”, disse Amorim, acrescentando que a lacuna terá consequências práticas, uma vez que a tecnologia “multiplica o poder, as assimetrias e nunca é neutra”.
A resposta do Brasil, segundo ele, é não escolher nenhum dos lados, mas retirar capital e tecnologia de ambos. O principal arquitecto da política externa do Presidente Luiz Inácio Lula da Silva enquadrou os Brics e o Sul Global como a forma de manter esse equilíbrio.



