A inflação aumenta, a economia europeia é ofuscada pelo risco de recessão

Harianjogja.com, MOSCOU—A economia da União Europeia começa a enfrentar sérias pressões à medida que a inflação aumenta e a incerteza energética aumenta. Fundo Monetário Internacional (Fundo Monetário Internacional/FMI) alertou que a região estava potencialmente se aproximando de uma recessão, com a inflação mal chegando a 5%.
Este aviso surge no meio do impacto do conflito no Médio Oriente, que desencadeou perturbações no fornecimento global de energia. O chefe do Departamento Europeu do FMI, Alfred Kammer, disse que o pior cenário poderia ocorrer se os choques de oferta continuassem.
“Vemos que, num cenário mais severo, os choques contínuos de oferta e o aperto das condições financeiras poderiam levar a UE mais perto da recessão, com uma inflação de quase 5 por cento”, disse ele, sexta-feira (17/4/2026).
Ele enfatizou que este impacto seria inevitável para os países da região europeia.
Pressão dos preços da energia
O aumento dos preços da energia é o principal factor de pressão sobre a economia da União Europeia. Diz-se que os preços da energia industrial nesta região atingiram cerca do dobro do que eram antes de 2022, mesmo muito mais elevados do que nos Estados Unidos.
Esta condição é desencadeada pela dependência da Europa das importações de energia e pela fragmentação do mercado energético na região.
O FMI estima também que o Banco Central Europeu aumentará a sua taxa de juro de referência em 50 pontos base até ao final de 2026, em resposta às crescentes pressões inflacionistas.
Contudo, a continuação da política ainda dependerá fortemente da evolução do mercado energético global nas próximas semanas.
Inglaterra também afetada
O impacto da pressão económica também foi sentido pela Inglaterra. O FMI avalia que ainda é necessária uma política monetária restritiva para conter a inflação, que se estima atingir 3,2 por cento este ano.
Além disso, as projeções de crescimento económico do Reino Unido para 2026 também foram revistas em baixa de forma mais acentuada do que para outros países do G7.
A Ministra das Finanças britânica, Rachel Reeves, reconheceu que a escalada do conflito no Médio Oriente era um grande desafio para a economia do seu país.
Esta situação mostra uma pressão global que não só impacta a região europeia, mas também se espalha para as economias de outros países desenvolvidos.
Fundo Monetário Internacional (Fundo Monetário Internacional/FMI) observou também que as perspetivas económicas da Europa estão cada vez mais enfraquecidas, com o crescimento da área do euro estimado em apenas cerca de 1,1% em 2026. Esta condição foi desencadeada por um aumento nos preços da energia devido ao conflito no Médio Oriente, que perturbou os canais de distribuição globais.
O FMI avalia que se as perturbações energéticas continuarem, a economia europeia poderá aproximar-se de um cenário mau com um risco mais real de recessão, especialmente devido à elevada dependência da região das importações de energia.
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Fonte: Entre




