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Como pode Hong Kong ajudar as mães de crianças a reverter a queda na taxa de amamentação?

Para Annyee Chan, de Hong Kong, a decisão de parar de amamentar o seu filho aos oito meses foi uma resposta pragmática a uma cidade que muitas vezes se sente em desacordo com as necessidades das mães que amamentam.

Retornando ao trabalho apenas um mês após o parto, a profissional autônoma de gestão de patrimônio enfrentou um árduo desafio logístico, navegando por uma cidade com escassas instalações de enfermagem enquanto carregava pesadas bombas, garrafas e refrigeradores em seu trajeto diário.

“Consegui amamentar meu filho muito bem e persisti porque sabia que isso era bom tanto para a mãe quanto para o bebê… mas as coisas ficaram desafiadoras quando voltei ao trabalho e precisei atender clientes”, lembrou ela.

“O que fiz foi bombear leite nas salas dos funcionários dos restaurantes dos meus amigos, deixá-lo em uma sacola térmica, guardá-lo lá e recuperá-lo depois de terminar o trabalho.”

O incômodo logístico era constante, pois às vezes ela esquecia equipamentos ou deixava leite para trás enquanto lutava para encontrar uma enfermaria limpa e desocupada.

Esses obstáculos recorrentes quase a levaram a parar de amamentar no terceiro mês, mas ela se esforçou para continuar até os oito meses para o benefício de seu filho, Branley, agora com um ano de idade.

“O ambiente de Hong Kong é bastante desencorajador para a amamentação”, disse ela.

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