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Como um produto para eczema desenvolvido pela HKU poderia ajudar a combater a ameaça de superbactérias

Quando o médico escocês Alexander Fleming descobriu acidentalmente o primeiro antibiótico em 1928, mudou o curso da história, aumentando a esperança de vida global em décadas e salvando milhões de vidas no campo de batalha e fora dele.

Mas a dependência da humanidade relativamente à sua descoberta alimentou uma crise moderna: a resistência antimicrobiana, ou RAM.

Décadas de uso excessivo e indevido da droga permitiram a evolução de “superbactérias” – bactérias que sofreram mutações para sobreviver aos tratamentos com antibióticos.

De acordo com um estudo de 2014 no Reino Unido, as infecções por RAM poderão matar 10 milhões de pessoas anualmente até 2050, ultrapassando o cancro como principal causa de morte se não for tomada qualquer intervenção.

Para resolver este problema, cientistas da Universidade de Hong Kong (HKU) desenvolveram um produto para a pele do eczema que visa controlar as infecções bacterianas sem matá-las.

O eczema é uma doença que afeta 800 milhões de pessoas, ou 10% da população mundial.

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