Ministro da Defesa japonês rejeita rótulo de ‘novo militarismo’ da China em discurso em Shangri-La

“Cada país deve ser capaz de escolher o seu futuro por sua própria vontade. E esta região deve permanecer aberta a todos os países que respeitam as nossas regras e princípios partilhados”, disse Koizumi.
Ele não especificou a que país se destinavam os comentários, mas as tensões entre a China e o Japão têm sido particularmente elevadas desde o final do ano passado, quando a primeira-ministra japonesa, Sanae Takaichi, sugeriu em comentários ao parlamento que um conflito no Estreito de Taiwan poderia constituir uma situação de “ameaça à sobrevivência” – motivos suficientes para a intervenção militar japonesa.
A administração de Takaichi também está a pressionar por revisões no quadro político do país para permitir uma postura militar mais pró-activa, uma mudança condenada pela China como um renascimento da ideologia militarista que impulsionou a agressão japonesa durante a Segunda Guerra Mundial.
Numa aparente referência à China no domingo, Koizumi disse que o Japão não tinha armas nucleares nem bombardeiros estratégicos.
“Há um país que possui um enorme arsenal de armas nucleares e bombardeiros estratégicos. O Japão não possui nenhuma dessas armas. E ainda assim o Japão é rotulado de ‘novo militarismo’. Não é estranho?” Koizumi disse.



