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Não sonhe que acabou: estudantes do continente repensam Hong Kong em relação a custos e cultura

Semanas antes de a estudante chinesa Carol Chen se formar na Universidade Batista de Hong Kong, em julho, a jovem de 22 anos fez as contas e pesou o custo de vida na cidade e o retorno para casa.

Alugar um quarto na cidade consumiria cerca de metade do salário inicial de HK$ 20 mil (US$ 2.552) que ela esperava como analista de dados júnior.

“Se eu voltar para Xangai, só precisarei me preocupar com as despesas diárias”, disse Chen, formado em matemática e estatística.

As barreiras linguísticas agravaram o problema. Nem o cantonês nem o inglês eram a sua língua materna, disse Chen, e esta desvantagem tornou-se mais evidente em seminários e entrevistas de emprego.

“Embora as empresas não tenham listado o cantonês como requisito, você ainda será rejeitado se não souber falar a língua”, disse Chen, que se sente deslocado na sociedade local.

Chen, uma entre um número crescente de estudantes do continente em Hong Kong, disse que agora está mais inclinada a sair após a formatura.

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