O veredicto do acidente da Air France em 2009 desperta emoções contraditórias entre as famílias das vítimas

O chefe brasileiro de uma associação de vítimas da queda do voo 447, em 2009, do Rio para Paris, disse que a justiça ainda não foi feita no pior acidente aéreo da França, depois que um tribunal de apelações de Paris considerou a Airbus e a Air France culpadas de homicídio culposo.
A Air France e a Airbus, duas das empresas mais emblemáticas de França, afirmaram em declarações separadas que iriam recorrer da decisão de quinta-feira, prolongando potencialmente a batalha legal por anos.
O brasileiro Nelson Faria Marinho, que perdeu o filho no acidente que matou 228 passageiros e tripulantes, disse que continua insatisfeito com o veredicto.
O tribunal de apelações de Paris considerou na quinta-feira a Airbus e a Air France culpadas de homicídio culposo pelo acidente e ordenou que as empresas pagassem a multa máxima de 225 mil euros (aproximadamente 260 mil dólares) cada, segundo Daniele Lamy, presidente de uma associação francesa de vítimas do acidente.
Lamy, que perdeu seu filho Eric no acidente, esteve no tribunal durante todo o julgamento e no julgamento original, e saudou o veredicto de quinta-feira.
Mas Marinho disse que desejava ver penas de prisão para os executivos das empresas na altura, embora o caso se centrasse na responsabilidade institucional e não na pessoal.



