Uma nuvem acima das nuvens: EUA e China correm para tornar o espaço uma plataforma de computação

Em 1957, a União Soviética deu início à corrida espacial da Guerra Fria, chocando o mundo ao colocar em órbita o Sputnik, o primeiro satélite artificial do mundo.
Para as duas superpotências, a corrida espacial foi uma competição ideológica medida em primeiro lugar – com cada marco estabelecendo um marco para o conhecimento tecnológico, o orgulho nacional e um compromisso renovado de avançar para além dos limites da Terra.
Meio século depois, uma nova corrida espacial está a tomar forma, com a China a emergir como um dos principais intervenientes.
No entanto, esta competição é mais do que novidades simbólicas. Os países procuram realizar as conquistas tecnológicas necessárias para ocupar, operar e utilizar o espaço, criando uma nova camada de infraestrutura digital através de satélites, redes, sensores e sistemas de computação.
A SpaceX, a gigante tecnológica dos EUA que se prepara para o que se espera que seja a maior oferta pública inicial do mundo já no próximo mês, tornou-se um ator importante nesta competição, divulgando planos para centros de dados orbitais, uma tecnologia experimental que, no entanto, está a provocar repercussões nas cadeias de abastecimento globais, impulsionando a procura de metais básicos, chips, satélites e foguetes.



