Pressão por processo legal se fortalece após suposto assédio na FH UI

Harianjogja.com, JACARTA—Os casos de alegado assédio sexual na Faculdade de Direito da Universidade da Indonésia estão a receber cada vez mais atenção após apelos para que o seu tratamento não pare na esfera interna do campus. O processo legal é considerado necessário para garantir justiça à vítima.
Komnas Perempuan considera que os casos envolvendo estudantes e docentes devem ser processados de acordo com a legislação aplicável. O relatório da vítima que foi submetido à força-tarefa do campus é considerado um primeiro passo importante.
“Agradecemos a coragem da vítima que se manifestou e denunciou este caso à força-tarefa. Instamos que este caso seja tratado em total conformidade com a lei aplicável, e não reduzido a apenas uma violação ética”, disse Devi Rahayu, membro do Komnas Perempuan, quando confirmado em Jacarta, na quarta-feira.
Komnas Perempuan também destacou que os campi devem ser espaços seguros e iguais para toda a comunidade acadêmica. Considera-se que a ocorrência deste caso mostra que ainda existem problemas de violência e desigualdade de género nos ambientes de ensino superior.
Segundo eles, as ações supostamente praticadas pelo agressor se enquadram na categoria de Violência Sexual de Base Eletrônica (KSBE) ou Violência de Gênero Online (KBGO). Esta forma de violência foi estritamente regulamentada na Lei Número 12 relativa aos Crimes de Violência Sexual.
Neste regulamento, o assédio sexual não físico é regulamentado no artigo 5.º, enquanto a violência sexual através de meios eletrónicos é regulamentada no artigo 14.º.
Komnas Perempuan lembrou que o mecanismo do código de ética no campus não deve ser usado como substituto do processo legal. O tratamento interno é considerado necessário para acompanhar o processo penal.
“Ambos podem funcionar em paralelo. O tratamento que depende exclusivamente de canais internos pode representar um risco de perpetuação da impunidade e tem a oportunidade de ser imitado e enviar uma mensagem de que a violência sexual no campus só pode ser resolvida internamente”, disse Sondang Frishka, membro da Comissão Nacional sobre Violência Contra as Mulheres.
Acrescentou que o tratamento de casos no campus também pode referir-se ao Regulamento número 55 do Ministro da Educação, Cultura, Investigação e Tecnologia de 2024 relativo à Prevenção e Tratamento da Violência em Ambientes de Ensino Superior.
Estes regulamentos exigem que o grupo de trabalho acompanhe as denúncias de forma abrangente e abra oportunidades para processos judiciais de acordo com a escolha da vítima.
“O processo legal formal também precisa ser aberto o mais amplamente possível para as vítimas que optam pela via criminosa, sem obstáculos administrativos e sem pressão do ambiente do campus”, afirmou.
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Fonte: Entre



