A explosão do presidente francês no palco no Quênia ofusca a candidatura à África

O presidente francês, Emmanuel Macron, está a enfrentar uma reação negativa depois de interromper um painel na Cimeira Africa Forward, no Quénia, para exigir silêncio da audiência.
Macron invadiu o palco para repreender o público pelo que chamou de “total falta de respeito”, acusando-os de perturbar os oradores durante uma apresentação de artistas e jovens empresários. Ele já havia se descrito como um “Pan-Africanista” durante uma entrevista coletiva.
A cimeira pretende apresentar a nova política da França para o continente – uma mudança de uma antiga potência colonial vista como dominante para o que Paris descreve como uma parceria entre iguais. Na terça-feira, Macron anunciou um investimento de 27 mil milhões de dólares em vários sectores em África, incluindo energia, inteligência artificial e agricultura.
Vídeos da acalorada intervenção de Macron na segunda-feira rapidamente se espalharam pelas redes sociais, gerando uma mistura de zombaria, elogios e críticas.
Parecendo visivelmente frustrado com o barulho na sala, Macron subiu abruptamente ao palco e pediu ao orador que lhe entregasse o microfone, dizendo que iria “restaurar a ordem”.
Dirigindo-se ao público em inglês, ele criticou os participantes por falarem pelos alto-falantes e criarem interrupções durante a sessão.



