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A guerra comercial EUA-China está a entrar numa nova fase preocupante: uma corrida armamentista legal

A visita histórica do presidente dos EUA, Donald Trump, à China ocorre num momento em que a guerra EUA-Irão perturba o fornecimento global de energia, alimenta a incerteza económica e acrescenta nova tensão aos laços Washington-Pequim. No último capítulo de uma série que examina como a rivalidade, a interdependência e as crises geopolíticas estão a remodelar a relação entre as duas potências, exploramos a intensificação da corrida armamentista legal entre os EUA e a China.

Durante anos, as empresas globais têm lutado para lidar com as crescentes tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Agora, preparam-se para um novo e assustador nível de complicação: uma intensificação da corrida armamentista legal entre as duas potências.

Tanto Washington como Pequim têm corrido para erguer regimes jurídicos e regulamentares rivais – e muitas vezes conflituantes – nos últimos meses, à medida que procuram obter vantagem estratégica no seu impasse contínuo sobre uma série de questões comerciais, tecnológicas e de segurança.

Mas isso está a deixar empresas desde a Coreia do Sul até aos Países Baixos – para não falar da China e dos EUA – presas no que os analistas descreveram como uma “posição impossível”, incapazes de cumprir os mandatos de um lado sem violar os do outro.

Um vislumbre desta nova realidade surgiu no início de Maio, quando Pequim invocou pela primeira vez as suas “Regras de Bloqueio” – uma medida adoptada em 2021 para combater acções estrangeiras “inadequadas” – para ordenar às empresas que não cumpram com sanções dos EUA contra cinco refinarias de petróleo chinesas.

Entretanto, em todo o Pacífico, as autoridades americanas impuseram sanções a uma série de entidades chinesas acusadas de manter ligações comerciais com o Irão – incluindo as cinco refinarias de petróleo que Pequim procurou proteger na semana passada.

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