A guerra comercial EUA-China está a entrar numa nova fase preocupante: uma corrida armamentista legal

A visita histórica do presidente dos EUA, Donald Trump, à China ocorre num momento em que a guerra EUA-Irão perturba o fornecimento global de energia, alimenta a incerteza económica e acrescenta nova tensão aos laços Washington-Pequim. No último capítulo de uma série que examina como a rivalidade, a interdependência e as crises geopolíticas estão a remodelar a relação entre as duas potências, exploramos a intensificação da corrida armamentista legal entre os EUA e a China.
Durante anos, as empresas globais têm lutado para lidar com as crescentes tensões comerciais entre os Estados Unidos e a China. Agora, preparam-se para um novo e assustador nível de complicação: uma intensificação da corrida armamentista legal entre as duas potências.
Tanto Washington como Pequim têm corrido para erguer regimes jurídicos e regulamentares rivais – e muitas vezes conflituantes – nos últimos meses, à medida que procuram obter vantagem estratégica no seu impasse contínuo sobre uma série de questões comerciais, tecnológicas e de segurança.
Mas isso está a deixar empresas desde a Coreia do Sul até aos Países Baixos – para não falar da China e dos EUA – presas no que os analistas descreveram como uma “posição impossível”, incapazes de cumprir os mandatos de um lado sem violar os do outro.
Entretanto, em todo o Pacífico, as autoridades americanas impuseram sanções a uma série de entidades chinesas acusadas de manter ligações comerciais com o Irão – incluindo as cinco refinarias de petróleo que Pequim procurou proteger na semana passada.



